segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O Tratamento Homeopático é Demorado?
O tratamento homeopático é frequentemente associado à demora em obter resultados.  Mas isto é realmente verdade?
Em se tratando de doenças agudas, o paciente que busca tratamento espera resultados imediatos, ou pelo menos rápidos. Isto por que nestes casos, os sintomas tendem a ser mais agressivos, como acontece em um quadro de gripe ou diarreia, por exemplo. Como poderia então um paciente tratar-se nestes casos com homeopatia se o tratamento demorasse, especialmente em se tratando de crianças ou idosos, onde muitas vezes não é possível esperar muito tempo até a recuperação? O tratamento homeopático em casos agudos, praticado por um prescritor experiente, tende a ser rápido e eficiente, quando o medicamento escolhido é o correto. É importante iniciar o tratamento a tempo, antes que os sintomas tornem-se muito intensos, porém isto não é uma regra.
As doenças crônicas são moléstias que evoluem lentamente, ao longo de muitos anos e muitas vezes ao longo de toda a vida, iniciando-se com sintomas ou alterações quase imperceptíveis. Exemplos de doenças crônicas são: depressão, artrite, enxaqueca. Durante a vida, estas doenças apresentam sintomas mais intensos por certos períodos, aos quais chamamos de crise (por exemplo, um episódio de enxaqueca é uma crise, porém a doença em si é crônica, e não aguda). Os períodos de crise podem ser tratados como um caso agudo, porém é sempre necessário fazer o tratamento crônico, que evita novos períodos de crise.
No caso de doenças crônicas, o tratamento tende a ser mais longo, mas isto não significa que os sintomas irão demorar meses para apresentar melhora. Escolhendo-se o medicamento correto, estes tendem a amenizar logo no início, mas por tratar-se de uma doença crônica, o tratamento será mais longo. Nem mesmo tratamento alopáticos oferecem curas rápidas: o tratamento de depressão, por exemplo, com antidepressivos clássicos, não costuma durar tempo inferior a seis meses. A Homeopatia busca tratar sempre o paciente como um todo, e este tratamento da saúde integral também pode ser um pouco mais demorado do que simplesmente buscar sintomas isolados e tratá-los.
Portanto, a noção de que o tratamento homeopático é demorado, é errônea. Em casos agudos, de evolução rápida, a recuperação tende também a ser rápida, quando administrado o medicamento correto, e quando não há um miasma crônico associado. Nas doenças crônicas, de evolução lenta, a cura completa pode demorar mais, porém é possível verificar uma melhora gradual dos sintomas ao longo do tempo.
                

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Agravação Homeopática

Algumas vezes, durante o uso do medicamento homeopático, podem aparecer alguns sintomas novos, principalmente em pacientes muito sensíveis. Isto acontece, pois é quase impossível que o medicamento e a doença cubram um ao outro exatamente. Mas esta diferença, em circunstâncias normais, é facilmente eliminada pela força vital, e não é perceptível e apesar disto, o reestabelecimento prossegue até o fim almejado: a cura perfeita. 

Porém, em casos em que a dose não foi suficientemente pequena, ou quando a dose, mesmo que suficientemente pequena, foi repetida muitas vezes, pode acontecer a chamada Agravação Homeopática. Ela acontece nas primeiras horas após a tomada do medicamento, e é caracterizada pela piora dos sintomas. É, na verdade, uma manifestação dos sintomas do medicamento, que por serem bastante parecidos aos da doença, aparentam ser uma piora do quadro do paciente. Apesar de ser muitas vezes incômoda, a agravação é um bom prognóstico: indica que o medicamento escolhido está correto, e que a doença aguda tende a desaparecer em breve.

O que fazer nestes casos?
Se os sintomas do paciente não forem muito agressivos, é recomendável que o paciente não tome nova dose do medicamento, e aguarde até que os sintomas melhorem. Se a agravação gerar problemas aos pacientes (por exemplo em crianças, idosos, ou quando os sintomas forem bastante intensos), é recomendável que o paciente entre em contato com o prescritor, para nova avaliação do caso.