Observando melhor as
crianças
Em certas ocasiões, quando as mães defrontam-se com certos
problemas de saúde em seus filhos, ficam tão nervosas que não conseguem
analisar corretamente o que está acontecendo. E muitas vezes, caso necessitem
procurar o homeopata, não conseguem descrever exatamente os sintomas da
criança.
A primeira atitude nessas situações, é manter a tranquilidade
para saber o que acontece com seus filhos, e se eles necessitam de cuidados
médicos. A tranquilidade evita as saídas precipitadas para o médico, às vezes
sob temperaturas inadequadas, que só prejudicam o estado geral da criança.
É bastante importante que as mães compreendam que as crianças
necessitam adoecer para evoluir. Toda pessoa, quando vai amadurecer sofre uma
crise e, como as crianças estão em permanente estado de amadurecimento,
frequentemente estas crises aparecem em forma de diarreias, resfriados, tosses,
gripes e outras manifestações orgânicas. Quando fica comprovado que estas
crises são evolutivas, a indicação de remédios é desnecessária, e os casos que
ficarem caracterizados como doença serão tratados de acordo com a
individualidade de cada criança, observando-se o organismo em sua totalidade.
Em uma gripe, por exemplo, a criança pode ter tosse, febre e
coriza. Em determinadas situações, esta tosse pode ser seca ou com catarro, e
atacar com maior frequência à noite, devido à queda de temperatura. A tosse “cheia”
é considerada benéfica porque elimina o catarro e não se deve oferecer xarope
para diminuí-la. O ideal é dar líquidos e mel às crianças porque auxiliam a
tosse a cumprir sua função.
As manifestações ligadas à área do comportamento são as que
mais passam despercebidas pelas mães. A ansiedade, irritabilidade e carência
afetiva são demonstrações que, frequentemente, atingem as crianças, e muitas
vezes estes problemas são provocados pela maneira como as mães se relacionam
com seus filhos.
(Resumo feito do artigo "Observe melhor seu filho", retirado da revista Simília nº 62)



