quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Apis mellifica
(abelha)
                Medicamento obtido do veneno puro da abelha, obtido por compressão da abelha com uma pequena pinça.
            Acúmulo de líquidos, ausência de urina, pele vermelha, falta de sede, febre, respiração difícil, pulso fraco. Hidropisia, dores como picada de abelha, ardência, vermelhidão, inchaço, alívio pelo frio, pior pelo calor. Ação nos revestimentos: pele, mucosas, meninges, pericárdio. Inchaço, edema, picada. Pior no quarto quente.
Congestão cerebral, com convulsões que pioram com banho quente, erupções avermelhadas, náusea, urticária, choque anafilático, erupção na pele que coça e pica. Urticária, garganta (difteria), inchaço, edema, respiração difícil, pior pelo toque, calor seco alternado com suor, olhos muitos ruins, diarreia a cada movimento.
Paciente triste, choroso, deprimido, desconfiado, ciumento, com medo da morte, ansioso, choro constante, depressão espiritual, tristeza, melancolia, irritabilidade, dificuldade em coordenar os movimentos, torpor, deixa cair os objetos, sonhos inquietos, com preocupações do trabalho.
Boca e garganta seca. Respiração difícil. Vermelhidão e inchaço nos olhos, pálpebras, orelha, ânus.
Pele seca e quente, urticária, prurido na pele, erisipela, picadas, queimação. Quer banho frio. Falta de sede. Febre. Difteria, fechamento da garganta e laringe. Paciente triste, choroso, deprimido, desconfiado, ciumento. Medo da morte. Tracoma, vertigem e dor de cabeça.
Dores agudas, ardentes, em picadas, com edema, que melhoram por aplicação fria. Após o edema local, com vermelhidão, o edema é reabsorvido, os sintomas diminuem até a cura. Às vezes, pode ocorrer uma inflamação gangrenosa que tende à destruição dos tecidos. Estado inflamatório na pele, com ansiedade, angústia, dores queimantes e ardentes. Fenômenos de obstrução na traqueia, espasmos na laringe, respiração obstruída.
Inflamação dos testículos e ovários. Sensibilidade ao tato.
Cabeça parece estar distendida, pior pelo movimento e melhor por pressão. Dores de cabeça súbitas e penetrantes, vertigem que piora fechando-se os olhos.
Olhos sensíveis à luz, inchados, com a conjuntiva vermelha, inchada, pálpebras inchadas.
Face congestionada, inchada, vermelha, ou bem pálida, flácida, com edemas ao redor dos olhos.
Difteria violenta, com toda a garganta inchada, com oclusão da laringe.

Dispneia, dificuldade para respirar. Inflamações do pericárdio.

ARTIGO MERAMENTE INFORMATIVO! NÃO SE AUTOMEDIQUE, PROCURE UM MÉDICO OU FARMACÊUTICO.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Febre e convulsão
            O recrudescimento das doenças infecciosas no Brasil é uma realidade preocupante para os médicos em geral e a febre, na maioria das vezes decorrente deste estado, é mal compreendida pelos médicos, como também por aqueles que necessitam de seus cuidados. Pelos primeiros, porque, na tentativa de curá-la, utilizam-se de antitérmicos prejudiciais à saúde. Pelos pacientes, porque são vítimas do tradicional – e errôneo – conceito de que a febre é uma manifestação maléfica do organismo, sendo necessário combatê-la a qualquer preço.
Um estudo mais profundo demonstra que ambas as posturas estão equivocadas. Através desses estudos compreende-se que a febre é uma das principais defesas do organismo, na verdade, uma proteção contra um agente desencadeante, uma perturbação psicológica ou física. Por isso, a utilização de antitérmicos, banhos frios ou outras terapias na tentativa de eliminar a febre são desaconselháveis, porque deixam o organismo desprotegido.

            Reação dos mecanismos defensivos do organismo: Febre
Nosso organismo como um todo é mantido em harmoniosa atividade vital pela lei básica de conservação, que se estabelece através dos mecanismos de auto-regulação. Quando este organismo se vê agredido por um agente desencadeante qualquer, surgem nele reações, que trazem um caráter eminentemente individual. Quando o fator desencadeante é um agente infeccioso produzindo uma interação agente-hospedeiro-meio, que se instala no hospedeiro dado o desequilíbrio da energia vital deste, a reação dos mecanismos defensivos do organismo se traduz por três fenômenos básicos:
1)    Febre
2)    Alterações funcionais e da estrutura dos órgãos
3)    Formação de anticorpos
Analisemos o fenômeno febre. A febre consiste num aumento da temperatura do nosso corpo pela alteração funcional do centro termo-regulador do hipotálamo (pequena região anatômica da base do cérebro). Cada animal tem uma temperatura corporal que lhe é própria, sendo constante nos mamíferos, entre os quais está o homem, qualquer que seja a temperatura ambiental. Para que esta temperatura se mantenha, são necessárias três condições: a produção contínua de calor (termogênese), através da queima de glicose (açúcar), ácidos graxos e aminoácidos (metabolismo), possibilidade de eliminação do calor não necessário ao organismo e mecanismos reguladores das duas condições anteriores.
É através dos estímulos emanados do hipotálamo que a regulação da produção contínua de calor se faz; qualquer condição que altere os mecanismos reguladores da termogênese determina redução ou aumento da temperatura corporal, resultando respectivamente a hipotermia e a hipertermia. A hipotermia é o estabelecimento de uma temperatura corporal abaixo do valor considerado normal, isto é, 36,5 ºC medido na axila. A hipertermia pode ser febril e não-febril. A não-febril consiste apenas em elevação da temperatura corporal sem outras alterações, de modo que o indivíduo não sente suas manifestações, como acontece por exemplo na insolação, que pode naturalmente servir de fator desencadeante para uma série de sintomas mórbidos posteriores dependendo do momento vital do indivíduo.
A febre ou hipertermia febril (pirexia) é um complexo conjunto de alterações funcionais no qual toma parte o sistema nervoso, diversos aparelhos e modificações do metabolismo. Nas moléstias infecciosas a febre pode se manifestar basicamente em três períodos:
a)    Período inicial ou estado do calafrio: pode apresentar-se de vários modos, sempre com caráter absolutamente individual: em certos casos a temperatura sobe bruscamente e rapidamente; em outros casos, essa ascensão é lenta atingindo o máximo em alguns dias. O início pode ser assinalado por arrepios de frio ou calafrios, que são tanto mais intensos quanto mais rápida foi a subida da temperatura.
b)    Período do calor: o período de calor caracteriza-se pelo ponto mais alto atingido pela temperatura; este período pode ser contínuo durante todo o dia ou vários dias e pode variar no mesmo dia ou em dias sucessivos, resultando os diversos tipos de febre.
c)    Período da sudorese (transpiração): constitui a queda da temperatura, que se sucede ao período do calor, resolvendo-se em algumas horas ou lentamente durante alguns dias. Este período representa o esforço do mecanismo termorregulador a reconduzir a temperatura corporal ao normal pois a evaporação do suor baixa a temperatura.
Geralmente, após ter-se normalizado a temperatura e o dente estar em franca convalescência há uma nova ascensão da temperatura que dura um dia ou no máximo dois, que é conhecido pelo nome de febre póstuma, por que se manifesta depois que “morreu” a moléstia. Este pico de febre é de grande importância para o organismo por que corresponde à instalação da imunidade.
Segundo o grande patologista Prof. Dr. Walter Edgard Maffei afirma em seu livro “Os Fundamentos da Medicina”, - “muito se tem discutido sobre esse assunto, de modo que, segundo uns, a febre representaria o esforço do organismo em criar condições impróprias ao agente e, portanto, um elemento útil no combate à infecção; segundo outros pelo contrário, a febre seria um sintoma prejudicial ao organismo, citando as diversas alterações que ela pode determinar e os perigos dela decorrentes, preconizando para isso os medicamentos antipiréticos, atribuindo-lhes um efeito benéfico nos doentes e desaparecimento dos sintomas mais perigosos. Entretanto a observação dos fatos da clínica diária e as estatísticas sobre a mortalidade das moléstias infecciosas tratadas com e sem antipiréticos não mostraram qualquer diferença significativa em favor do tratamento com os antipiréticos”.
A observação imparcial, científica, mostra que nos indivíduos desnutridos, alcoolistas, as moléstias infecciosas evoluem sem febre e até com hipotermia e, por isso, são sempre fatais; são também graves as moléstias que, em certos indivíduos, evoluem com febre baixa quando habitualmente deveriam ter febre elevada, demonstrando a precariedade dos seus mecanismos defensivos. Por isso mesmo, diversas moléstias são tratadas, na medicina alopática, provocando-se febre artificial pela injeção de substâncias dotadas dessa propriedade.
“Convulsão febril”
Do mesmo modo, se o indivíduo tiver um terreno epilético heterozigoto a infecção poderá ser a causa desencadeante das crises convulsivas, sempre absolutamente benéficas, fato este mais comum em crianças e erroneamente rotuladas de convulsões febris.
A convulsão, como a febre, é uma reação do organismo na tentativa do reequilíbrio, e como deve ser respeitada. Geralmente, o quadro que se forma durante a convulsão costuma provocar receio nas pessoas, por isso manter a calma é a primeira medida que se deve tomar para melhor auxiliar as pessoas que a têm. Basta tomarmos os seguintes cuidados: virar o paciente de bruços ou de lado, verificar se não existe nada lhe apertando, tomar cuidado com a cabeça quando ele estiver se debatendo e, posteriormente, procurar um médico.
A febre em si, portanto, representa um complexo de alterações do organismo no sentido de desencadear o processo de cura, sendo que a atenção deve estar voltada para a totalidade dos sintomas mentais, locais e gerais do indivíduo, sendo que o abaixamento puro e simples da temperatura deve ser uma consequência necessária e suficiente do retorno do organismo como um todo à harmonia vital.
Artigo retirado da revista “Similia” nº 63, verão/87.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Allium cepa
(Cebola)
Medicamento agudo, de grande uso no resfriado inicial.
Dor de ouvido, flatulência, ferimentos no ânus, ferimentos na laringe, tosse, dor na laringe, dor em membro amputado, lacrimejação excessiva, tosse como se fosse romper a laringe, calcanhar ferido e escoriado. Condições catarrais e dores pior ao anoitecer. Medo de que as dores se tornem insuportáveis. Pigarro, dor de garganta que se estende para o ouvido direito, náuseas, dores no fígado, urina escaldante, arrepios de frio, aumento da micção, aumento do apetite e sede, provocam menstruação, tosse crônica, letargia, dor de cabeça.
Resfriado: catarro que escoria o nariz e o lábio superior, lágrimas suaves, dores de cabeça frontais, fotossensibilidade, entupimento das narinas, coriza com dor de cabeça. Tosse pior no ar frio, crupe, espirros, formigamento no nariz, dor de cabeça frontal e occipital, sensação de calor e sede melhor ao ar livre e pior dentro de casa, inflamação dos ouvidos, olhos e laringe. Coqueluche, medo de tossir. Ardor nos olhos, com capilares injetados e muitas lágrimas. Coriza. Paralisia no lado esquerdo da face.

Dor cortante no ventre, gases, sangramento no ânus dos bebês, com cólicas e assaduras. Dores nos nervos, pés doloridos por atrito, arrotos, inchaço no abdômen, flatulência, aumento da sede e do apetite, criança grita por dores no ventre, cólica. Arrotos, dores no fígado, urina escaldante. Dores de cabeça.


ARTIGO MERAMENTE INFORMATIVO! NÃO SE AUTOMEDIQUE, PROCURE UM MÉDICO OU FARMACÊUTICO.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

OS MECANISMOS DEFENSIVOS HUMORAIS DO ORGANISMO
Parte II

Às vezes os anticorpos não conseguem realizar a imunidade, mas da ação entre os antígenos penetrados no organismo e os anticorpos por ele produzidos ou nele existentes resultam manifestações variáveis de um caso a outro, indicando modificação ou alteração da reação do organismo. Esta reação modificada ou alterada constitui a alergia.
O termo alergia foi introduzido na patologia em 1905 pelo pediatra Clemens Von Pirquet, resultante da observação dos doentes tratados com soros específicos para certas moléstias infecciosas, os quais apresentavam um quadro clínico variável de um caso a outro, mas frequentemente representado pela urticária (áreas de eritema ou pontos avermelhados e até formação de bolhas, com sensação de queimadura ou coceira). Von Pirquet explicou estes fenômenos estabelecendo que a ação do soro específico determinava a alteração da reação do organismo e daí a denominação de alergia dada a esse modo de reagir do organismo. Como qualquer moléstia ou um simples sintoma representa uma reação alterada do organismo, segue-se que a alergia representa toda a medicina o que, aliás foi também estabelecido pelo próprio Pirquet.
Em 1891, Roberto Koch descobriu o bacilo da tuberculose. Ele demonstrou que inoculando-se os bacilos em uma cobaia sã, após um prazo de 20 a 30 dias verifica-se uma lesão nodular a qual amolece e depois se ulcera, acompanhada de igual comprometimento do gânglio satélite, assim permanecendo até a morte do animal pela generalização da moléstia. Se nesta mesma cobaia injetarmos uma nova dose do mesmo bacilo, verificar-se-á 24 horas após, um processo inflamatório violento, de intensa congestão local, que se apresenta como um nódulo cor vermelho-violácea, necrosando-se rapidamente, cujo material necrótico é eliminado para o exterior, resultando em uma escara cianótica, mas sem repercussão ganglionar; esta escara cicatriza-se enquanto que  a tuberculose produzida pela primeira inoculação continua sua evolução (fenômeno de Koch).
Segundo Pirquet, quando penetra um antígeno no organismo, este reage formando os anticorpos; se depois penetrar uma nova dose deste antígeno, dá-se o choque deste antígeno com aqueles anticorpos, resultando os fenômenos mórbidos. Por isso a primeira dose do antígeno é chamada sensibilizante, e a segunda dose é a desencadeante.  
Sendo assim, alergia é a reação alterada do organismo, produzida pelo choque antígeno-anticorpo.
A alergia é o choque antígeno-anticorpo, que acontece nos tecidos, apresentando quadro anatomopatológico. A anafilaxia é semelhante à alergia: acontece nos tecidos, apresentando quadro anatomoclínico, porém há sempre um órgão específico para cada espécie, que é denominado órgão de choque. A anafilaxia é transmissível passivamente de um animal a outro, através do sangue dos animais anafilactizados injetado em animais normais. A alergia não tem órgão específico e não é transmissível. 
A imunidade consiste no choque antígeno x anticorpo que se processa nos humores, sendo que os tecidos são alheios a este fenômeno.  Assim, alergia e imunidade são fenômenos opostos: quando a alergia predomina, a imunidade é baixa e vice-versa. O estado de saúde aparente em que vivemos consiste no equilíbrio entre a alergia e a imunidade. Este equilíbrio, porém, é instável e rompe-se sempre no sentido da alergia. A imunidade adquirida resulta da alergia.
A alteração na alergia pode ser de intensidade, tempo e quantidade. A reação do organismo é alterada para mais ou para menos (hiperergia e hipoergia, respectivamente). A reação pode ainda ser tão atenuada que chega a ser quase nula (anergia). Um exemplo de hipoergia é uma inflamação crônica banal.

(Resumo do capítulo 'Os mecanismos defensivos do organismo'  do livro 'Fundamentos da Medicina' de Walter E. Maffei, feito por Alice Sanchez Cupolillo)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

OS MECANISMOS DEFENSIVOS HUMORAIS DO ORGANISMO
(Parte I)

Moléstia é o conjunto de alterações funcionais e orgânicas, de caráter evolutivo, que se manifesta em um indivíduo atingido por um agente exterior, contra o qual o organismo reage. Sendo assim, todo organismo é dotado geneticamente de mecanismos defensivos contra a ação de diversos agentes que se encontram no ambiente em que ele vive, e todos os sintomas por ele apresentados em consequência da ação destes agentes representam a exteriorização desses mecanismos defensivos. Sendo assim, os sintomas não são algo externo ao organismo, mas sim a exaltação de mecanismos já existentes, em um determinado momento da sua vida, pela ação conjugada dos diversos momentos patogênicos.
Estes mecanismos são de natureza celular e humoral (anticorpos). Os anticorpos são formados a partir da presença de qualquer proteína estranha que penetre no nosso organismo, ou nele formada (antígenos, ex: toxinas, células bacterianas, moléculas proteicas). Os anticorpos são formados pelo S.R.E., particularmente no baço e gânglios linfáticos, pelas células linfocitóides, histiocitos e plasmócitos.
Os anticorpos unem-se ao antígeno e o neutralizam, destroem ou o precipitam. A formação de auto-anticorpos ocorre quando as substâncias do próprio organismo apresentam alguma modificação bioquímica, agindo como substâncias estranhas.
É através da formação dos anticorpos que se realizam os fenômenos de imunidade adquirida ativa ou passiva, frente à aquisição de uma infecção em sua forma clínica ou subclínica ou pela administração de uma vacina ou soro.

A formação dos anticorpos é uma propriedade inerente ao genótipo, dependendo da homeostasia e, por isso, é variável de um indivíduo a outro e também com a idade e o estado de nutrição.

(Resumo do capítulo 'Os mecanismos defensivos do organismo'  do livro 'Fundamentos da Medicina' de Walter E. Maffei, feito por Alice Sanchez Cupolillo)